Junta de Freguesia de Gôve Junta de Freguesia de Gôve

História

A Freguesia do Gôve, no concelho de Baião, tem uma história que remonta a períodos muito antigos, com vestígios arqueológicos que testemunham uma ocupação contínua ao longo dos séculos.

Um dos marcos mais significativos é o Castro do Cruito, situado na freguesia do Gôve. Este castro, com origem no período castrejo, ocupava uma posição estratégica na coroa de um outeiro junto à margem esquerda do rio Ovil. As escavações arqueológicas revelaram vestígios de muralhas, fossos, habitações de planta circular e rectangular, além de um espólio variado que inclui cerâmicas, fíbulas de bronze, moedas e outros artefactos. 
Esses achados apontam para a romanização do território — com forte evidência de que a população praticava atividades agrícolas, como a produção de azeite e vinho. 

No passado mais recente, o Gôve chegou a ser vila e sede de concelho, até ao início do século XIX. Em 1801, contava com cerca de 987 habitantes segundo registos da época. 

Quanto à identidade simbólica da freguesia, o brasão do Gôve foi oficializado em 1999.  O escudo apresenta espigas de milho — referência à importância da agricultura no território —, um crescente de prata, que simboliza a antiguidade do povoamento, e uma base ondada que representa a proximidade com os cursos de água, nomeadamente o rio Ovil. 

Em termos religiosos, a freguesia tem como orago Santa Maria, celebrada nas festas locais.  Além disso, existem várias capelas tradicionais no território, como a Capela da Senhora do Loureiro, de São Sebastião e de Santa Ana, que testemunham a devoção e a fé dos habitantes ao longo dos séculos. 

 A sua história reflete a importância da terra e da água, da tradição agrícola e da ligação profunda entre a população e o seu território.

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